Om e Gustavo Costa ontem no Passos Manuel
Sem querer incitar qualquer revolta a quem tenha uma opinião contrária ao concerto de Om, ontem no Passos Manuel, ainda a avaliar a quente, deixou-me com um sentimento de amor-ódio. Apesar de terem começado com o meu álbum preferido, God is Good, no início o som não estava no seu esplendor, mas melhorou gradualmente no decorrer do concerto. O aparente mau feitio do mentor Al Cisneros, sempre preocupado em equalizar o som do baixo, fez com que Rob, convidado e membro de Lichens se iluminasse naturalmente com a sua presença energética que se iguala a uma serpente dançante no deserto. Caiu da cadeira quando baloiçava e são essas memórias que também personalizam o momento único da noite de ontem. A destreza solta de Emil destaca-se da mesma forma. Todas as partes da Cremation Ghat deixaram 40º no ar e contagiou os movimentos do público que aos poucos ia tirando os casacos.
Primeira parte
O extraordinário músico Gustavo Costa, que quanto a mim merece há mais tempo saliência no mundo dos músicos, não precisou de convencer o público com demonstrações de virtuosismo. Most People Have Been Trained to be Bored serve de exemplo para demonstrar que as narrativas convencionais nem sempre são a melhor alternativa para quem é mais ambicioso.
Deixo algumas fotos tiradas pelo Jorge Silva



2 comentários:
Fontoura \m/
Mendes \m/
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