quarta-feira, junho 29, 2011

Os Secret Chiefs de André Henriques

O que seriam das memórias se não fossem registadas? O nosso grande fotógrafo André Henriques oferece-nos mais uma bela prenda, as recordações do concerto de Secret Chiefs 3 em Braga.  Daqui a menos de um mês temos outra vez, quanto a mim, uma das melhores bandas do UNIVERSO no Milhões de Festa
Façam o favor de visitar o espaço de André Henriques: ah!PHOTO.














segunda-feira, junho 27, 2011

Kyuss no Hard-Club

Pessoas como o José Ferreira só merecem vénias e mais vénias pelo excelente trabalho que tem realizado. Mais umas fotografias da sua autoria, desta vez dos concertos de Black Bombaim e Kyuss no Hard-Club, dia 22 de Junho. 

Passem no cantinho do fotógrafo quase.







domingo, junho 26, 2011

'bora a Braga? Sim HOJE!

sexta-feira, junho 24, 2011

Amanhã no Hard-club



amplificasom
istonaoeumafestaindie

FLEETWOOD MAC - RUMOURS (1977) MIRAGE (1982)

Fleetwood Mac são uma banda americana/britânica conhecida por muitas pessoas pelos seus hits “Don’t stop”; “Go your own Way” e “Never going back”. Aquelas músicas que já ouvimos em filmes ou por aí e que gostamos muito mas nunca nos conseguimos lembrar do nome da banda…e isso até parece pouco importante porque são músicas que sempre nos acompanharam. Essas músicas são dos Fleetwood Mac.

RUMOURS (1977)










“Rumours” está repleto de hits de bom gosto. Músicas sinceras e bem executadas e cujos refrões ecoam na nossa cabeça durante o dia.

MIRAGE (1982)











Este disco prova que a música pop teve momentos em que não era medíocre nem pensada apenas para lucro imediato.Essencial para quem gosta de música com construção pop perfeita e lírica sublime.

Os Fleetwood Mac mudaram muito a sua estrutura ao longo dos anos mas foram quase sempre dois senhores e duas senhoras…como os Abba…mas com talento.

Essencial e a discografia deles é imensa. Nice trip.

quarta-feira, junho 15, 2011

HUMAN FLESH - THE 35TH HUMAN ATTEMPT (1985)


Human Flesh é um projecto belga fundado em 1981 por um músico chamado Allain Neffe. Estive a ler um pouco sobre este projecto e percebi que é fruto da colaboração de vários músicos que costumavam improvisar juntos até que decidiram gerar este The 35th Human Attempt editado pela primeira vez em 1985. A música aqui é uma espécie de ambiental com sintetizadores de mood bastante sinistro, spoken word, samples manipulados e batidas que fazem lembrar um filme de terror de série B dos… anos 80!
“Human being are nothing. Illness and madness are everywhere” diz-nos a voz de uma senhora num sample que é repetido várias vezes ao longo de um dos temas espalhando ainda mais desconforto, mas nas situações desconfortáveis há também um certo prazer e curiosidade. O sample de voz em “Five minutes before death” que tanto pode ser o de uma criança como o de uma jovem mulher é acompanhado por o som do que parece ser um saxofone que se vai evaporando lentamente… e é desconfortável e belo ao mesmo tempo.
Há um ruído de nível baixo mas constante que ecoa ao longo de todo o disco, oferecendo-lhe uma aura ainda mais enigmática.
Ouvir este disco é como passar de paisagem em paisagem e cada uma mais estranha que a outra mas não questionamos apenas sentimos ao passar por elas como nos sonhos. Banda sonora de sonhos esquisitos que nos fazem acordar cansados. Requer paciência e uma determinada abertura de espírito mas no final, a recompensa é bastante grande. Este disco é um tesouro à espera de ser descoberto para quem não se importa de experienciar algum desconforto para sentir a beleza do experimentalismo puro e sincero. Recomendado para pessoas que gostam de som soturno e experimentalismo inventivo mas amigável para o ouvinte na medida em que o absorve completamente.
Esta noite é o eclipse...espero que seja visível por todos nós. Este disco é a banda sonora perfeita.
Ideal para fãs de Recoil... Nicole Blackman...e electrónica e ambiental com contornos negros e meditativos.


Não resisti...Eclipse que é eclipse precisa de Recoil.


Bom eclipe para todos y'all.



terça-feira, junho 14, 2011

CHARTS AND MAPS - DEAD HORSE (2011)



Segundo disco desta banda americana mais precisamente Los Angeles e que toca uma espécie de jazz com elementos de post-rock. As guitarras neste disco têm uma importância fulcral e são muito imaginativas passando muitas vezes de um ritmo mais jazz para uma progressão frenética típica de math-rock como para interlúdios meditativos de post-rock. Essas progressões são mais evidentes no tema : “Now I must hit you” com apontamentos muito competentes de saxofone que se misturam com as guitarras estridentes criando uma melodia única e inspiradora.
Charts and Maps parece uma big band de Jazz mas extremamente moderna, sabendo recriar e reeinventar os géneros do math-rock, prog e também post-rock. A música neste disco é elegante e de alta qualidade de execução e composição. As sete músicas do disco têm a sua identidade própria e evocam à sua maneira moods muito diferentes.
Ideal para quem gosta de música ecléctica e estimulante.

segunda-feira, junho 13, 2011

Löbo e Long Distance Calling em imagens

Como já aconteceu mais do que uma vez o fotógrafo quase. cedeu-nos gentilmente algumas imagens do concerto de Löbo e Long Distance Calling no Passos Manuel. Para conhecerem mais do seu trabalho visitem quasefotografia.blogspot.com


Löbo


Long Distance Calling


sábado, junho 11, 2011

EXTINCTION ALGORITHM - MY FOREST IS DEAD (2010)



Extinction Algorithm é o projecto a solo de Mr.S (membro da banda romena de "Evil metal" -Satanochio). Este ep consiste numa só peça intitulada “My forest is dead”. A música tem várias texturas que oscilam entre guitarras com e sem distorção e uma forte atmosfera que recai ora para a melancolia ora para uma certa agressividade conseguindo transmitir emoções muito poderosas.
Mr.S afirma que esta música pretende transmitir a morte da sua infância e as recordações do local onde nasceu e passou grande parte da sua vida enquanto criança. Essas memórias são traduzidas excelentemente nesta música épica de 26 minutos.
O ep está disponível para download à borla na netlabel asiluum:
Muito recomendado para pessoas que gostam de música instrumental fortemente carregada de emoções e texturas ecléticas de ambiente misterioso e melancólico. Banda sonora de uma infância carregada de memórias boas e más. Equilibrium.


sexta-feira, junho 10, 2011

ENABLER - EDEN SANK TO GRIEF (2010)



















Banda Americana formada por elementos de várias bandas, entre elas Shai Hulud, Trap them e Today is The Day- o que levanta a suspeita que a banda deve ser da pesada. True. Enabler toca um hardcore muito rápido e original na onda de uns Cursed ou os já referidos, Trap Them.

O disco começa com o tema “Mercenary”. Uma batida d-beat e umas guitarras determinadas lançam o álbum com garra- que é coisa que não falta ao longo das oito músicas do disco, não havendo nenhuma a que lhe falte a dose necessária de energia que segundo os padrões dos Enabler é bastante alta. A exigência revê-se em “Unconditional Surrender” com uma guitarra bastante viciante. “Fucking Wartorn”, “Black Friday in Hell” e “Eden Sank To grief” são os três temas centrais do disco, são pesados mas cheios de emoção e intensidade. São a couraça de um disco cheio de adrenalina e que deve agradar a fãs de Converge, Trap Them, Shai Hulud, Cursed e todas as pessoas que gostam de hardcore traçado com um bocado de grindcore.



quinta-feira, junho 09, 2011

NEGATIVE PLANE - STAINED GLASS REVELATIONS (2011)


Uma das grandes “mágicas” da música é a capacidade de nos teletransportar do sofá, carro, transporte público ou onde quer que nos encontremos para um sítio imagético e cuja sobrevivência depende única e exclusivamente da música que ouvimos que pode activar memórias, emoções ou em casos raros, locais bastante nítidos, como se um filme estivesse a passar na nossa cabeça. Este disco é capaz de nos fazer isso tal é a força da sua atmosfera, ajudada bastante pelos interlúdios de piano.
As guitarras oscilam entre riffs de blackmetal,trash e psicadélico.A bateria é competente, o baixo é surpreendente e as vozes são ásperas e relembram um pouco Celtic Frost. É complicado ou quase impossível estudar ou trabalhar enquanto se ouve este disco pois exige bastante atenção e acaba por nos deixar imersos, tornando o multi-tasking uma tarefa ainda mais homérica do que o costume.
A veia psicadélica do disco surpreende bastante e a fusão com o som mais extremo não soa forçada nem pouco sincera. A produção do disco está adaptada à personalidade da banda e apesar de parecer descuidada é precisamente o oposto
Negative Plane é mais uma das bandas que se destaca na nova vaga americana de música extrema e obscura, firmando a sua presença com este “Stained Glass revelations”.
Apesar de merecer mais do que um ou outro olhar, a capa do disco é curiosamente atraente e consegue intrigar- feito que também é alcançado através da música. Contudo, acho que a apreciação máxima deste disco depende bastante do nosso estado de espírito e disponibilidade, se estivemos impacientes de alguma forma este disco provavelmente não nos deve satisfazer.
Ideal para quem gosta de um twist de psicadelismo na música mais extrema e com um qb de atmosfera soturna.


quarta-feira, junho 08, 2011

DE MAGIA VETERUM - THE DIVINE ANTITHESIS (2011)


Alguém abriu as portas do inferno porque se começou a ouvir De Magia Veterum. Há quem possa considerar este conjunto de sete temas um mix aleatório de ruído com algumas vocalizações guturais à mistura, essa assunção está certa a um nível mais directo, mas na realidade, com um pouco de paciência e persistência, consegue ouvir-se linhas condutoras e uma certa harmonia – prendas para um ouvinte mais paciente.
As guitarras são estridentes bastantes vezes e noutras desenrolam-se em riffs potentes. O uso de coros “angelicais” é também muito frequente, o que cria um ambiente de intenso desconforto, como se estivessemos a passar os nove círculos do inferno preconizados por Dante. Este disco seria a banda perfeita para uma odisseia desse género.

A música presente aqui é bastante complexa, formada por várias camadas de som, algumas com berros, outras com discurso falado, malhas densas de guitarras, bateria frenética e um baixo cheio de proezas. Como tal, os temas tÊm sempre uma estrutura imprevisível e que surpreendem bastantes vezes, principalmente no tema “Burning Hands and a Crown of flames” com passagens brilhantes de brutalidade para a calmaria.
Apesar da agressividade incessante o disco tem a pequena falha de se tornar um pouco maçudo por vezes e é bastante exigente para o ouvinte devido à camada de sons contruir uma muralha bastante densa com a bateria ao mesmo nível das vozes e as guitarras imersas em bastante estática. Este tipo de produção agressiva adequa-se totalmente ao carácter da banda.
Passam-se pelos nove círculos, garantidamente.
Ideal para fãs de Anaal Nathrakh e música extrema com uma dose qd de noise e atmosfera agressiva. A artwork do disco é encantadora.

terça-feira, junho 07, 2011

CHRONOCIDE - THE SOLITUDE OF MAN (2010)


Debut deste duo escocês que prova que a brutalidade de uma banda não é obrigatoriamente proporcional ao número de elementos da banda.
Este disco foi lançado pela FETO records (propriedade de Mick Kenney dos Anaal Nathrakh e Shane Embury dos Napalm Death).
O disco começa com uma intro intitulada “Not one worm” um instrumental de cerca de dois minutos que vai crescendo de intensidade e que nos prepara para o grande big bang que se inicia com o tema “Children of Thalidomide” – furiosa, extrema mas curiosamente catchy com o mote “How can we be saved if we are dead before we are born” heh e que assenta na perfeição o ambiente deste disco…uma espécie de desespero em relação à nossa raça- os curiosos humanos. Cada tema tem uma energia impressionante e um set de riffs poderosos e distintos uns dos outros. Destaque para “Cowardice and greed”; “Eyes of the cursed”; “Lamb to lions”; “Pharisee”; “Children of Thalidomide” e “Society of the spectacle”.
O tema final “(Yet gods by the dozen)” fecha este disco num círculo perfeito. É assim como o primeiro tema, um instrumental ruídoso que se vai dissipando em fade out.
Há uma grande mistura de géneros que vão desde o grindcore, blackmetal, crustpunk, o que se torna caótico, mas é um caos bom e que não causa estranheza nem soa artificial.
Ideal para fãs de Extreme Noise Terror, Anaal Nathraakh, Napalm Death e todos os que gostam de música extrema e descomprometida.

segunda-feira, junho 06, 2011

Este país é para os Earth


Li há pouco tempo "Este País não é para Velhos" escrito por Cormac Mccarthy. E daí? Como felizmente este livro foi adaptado para cinema ocorreu-me logo aquela conversa de café em que os amigos comentam "gostei muito mais do livro" ou "devia ter lido antes o livro em vez de ter visto logo o filme". 

A verdade é que ao vermos primeiro o filme o nosso imaginário poderá consciente ou inconscientemente ser manipulado por todo o universo pensado pelo(s) realizador(es). Mas uma coisa me fez pensar quando vi o filme: não tem quase banda-sonora. E o estranho é que... para quê? 

Pensei portanto numa banda que andasse ao lado do Old Men. E neste ponto lanço um foguete... e se fossem os Earth? Estranhamente uma banda de Seattle que parece ter vivido o tempo todo no Texas. Curiosamente Dylan Carlson passou lá a infância e parece ter retido alguma coisa desse universo. Os dedilhados de Carlson encaixam-se, quanto a mim, como uma luva no filme. 

Segue abaixo um pequeno exemplo de como seria o filme com os Earth a acompanhar.



Músicas:
Omens And Portents I_ The Driver (The Bees Made Honey In The Lion's Skull)
Omens And Portents II_ Carrion Crow (The Bees Made Honey In The Lion's Skull)

OBS: Não é preciso olhar para o logo divx. 

TODTLEICHTER- ANGST (2010)



Banda alemã de blackmetal progressivo com influências jazz/blues e vocalizações masculinas e femininas.
O disco abre com um tema muito forte : "Café of lost Dreams" com harmonizações excelentes entre as vozes femininas e masculinas, passagens limpas e introspectivas com explosões de riffs monumentais. É um excelente início de disco. O tema que se lhe segue : "Bestie" tem umas guitarras de entrada viciantes que dão um feeling épico à música. A intensidade prossegue ao longo dos oito temas e destaca-se ainda mais no tema "Phobos & Deimos" com riffs memoráveis.
As influências jazz e vozes femininas lembram vagamente Fleurety nos seus primórdios, mas esta banda tem um som muito próprio e de cunho pessoal presente nas oito músicas deste álbum que não peca por falta de originalidade nem intensidade. Despedem-se de nós com "Allmählich"- um instrumental apropriado para final de disco e/ou para se carregar outra vez no play.
Ideal para fãs de Fleurety, Vintersorg, Secrets of the moon e basicamente pessoas que gostem de música extrema, emotiva e inovadora.