DE MAGIA VETERUM - THE DIVINE ANTITHESIS (2011)
Alguém abriu as portas do inferno porque se começou a ouvir De Magia Veterum. Há quem possa considerar este conjunto de sete temas um mix aleatório de ruído com algumas vocalizações guturais à mistura, essa assunção está certa a um nível mais directo, mas na realidade, com um pouco de paciência e persistência, consegue ouvir-se linhas condutoras e uma certa harmonia – prendas para um ouvinte mais paciente.
As guitarras são estridentes bastantes vezes e noutras desenrolam-se em riffs potentes. O uso de coros “angelicais” é também muito frequente, o que cria um ambiente de intenso desconforto, como se estivessemos a passar os nove círculos do inferno preconizados por Dante. Este disco seria a banda perfeita para uma odisseia desse género.
A música presente aqui é bastante complexa, formada por várias camadas de som, algumas com berros, outras com discurso falado, malhas densas de guitarras, bateria frenética e um baixo cheio de proezas. Como tal, os temas tÊm sempre uma estrutura imprevisível e que surpreendem bastantes vezes, principalmente no tema “Burning Hands and a Crown of flames” com passagens brilhantes de brutalidade para a calmaria.
Apesar da agressividade incessante o disco tem a pequena falha de se tornar um pouco maçudo por vezes e é bastante exigente para o ouvinte devido à camada de sons contruir uma muralha bastante densa com a bateria ao mesmo nível das vozes e as guitarras imersas em bastante estática. Este tipo de produção agressiva adequa-se totalmente ao carácter da banda.
Passam-se pelos nove círculos, garantidamente.
Ideal para fãs de Anaal Nathrakh e música extrema com uma dose qd de noise e atmosfera agressiva. A artwork do disco é encantadora.




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