terça-feira, abril 26, 2011

TOP INSANITY


Insanity Wolf likes music. He would probably dig these records :



NASUM - HELVETE (2003)




















Terceiro disco de originais desta banda sueca que teve um final precoce Grindcore puro mas inventivo o suficiente para distinguirmos cada uma das músicas. As músicas têm uma estrutura mais “catchy” que o debut “Inhale/Exhale”.“Scoop”, “Living Next Door to malice”, “Stormshield”, “Relics”, “I hate people”, “Go”, “The final Sleep”, “Breach of integrity”, “Your words alone”, “Preview of hell”, “Illogic” são pérolas .
DISCORDANCE AXIS - THE INALIEABLE DREAMLESS (2000)


















Banda de New Jersey extinta em 2001 mas que editou três discos de originais. Grindcore com vocalizações mais agudas e que por vezes é acompanhada por umas mais graves. O duo de vozes acaba por funcionar bastante bem.
A estrutura das músicas é complexa. A escolha da capa é um golpe de mestre e é fixe olhar para ela enquanto se ouve o disco. @_@

NAKED CITY TORTURE GARDEN (1986)




















Banda composta por John Zorn (sax), Bill Frisel (guitarra), Fred Frith (baixo), Joey Baron (bateria), Wayne Horvitz (teclas) e Yamatsuka Eye (voz). Grindcore com muito jazz pelo meio. Ideal para um Domingo com a família.

segunda-feira, abril 25, 2011

THROWING MUSES - THROWING MUSES (1986)


"I could be a smack freak
And hate society
I could hate God
And blame Dad
I might be in a Holocaust
Hate Hitler
Might not have a child
And hate school
I could be a sad lover
And hate death
I could be a neuro
And hate sweat
No
I hate my way

I make you in to a song
I can't rise above the church
I'm caught in a jungle
Vines tangle my hands
I'm always so hot and it's hot in here
I say it's all right

My pillow screams too
But so does my kitchen
And water
And my shoes
And the road

I have a gun in my head
I'm invisible
I can't find the ice

A slug
I'm TV
I hate

A boy, he was tangled in his bike forever
A girl was missing two fingers
Gerry Ann was confused
Mr. Huberty
Had a gun in his head

So I sit up late in the morning
And ask myself again
How do they kill children?
And why do I want to die?
They can no longer move
I can no longer be still

I hate
My way"

Disco de estreia de Throwing Muses com a voz inconfundível de Kristin Hersh. Um disco revolucionário.

Revolution comes from within.

domingo, abril 24, 2011

CROMAGNON - ORGASM (1969)











A primeira música deste disco chama-se “Caledonia” é extremamente hipnótica e cativante, especialmente se nos apercebermos da altura em que foi composta – a música parece um tema de viking metal mas tocado por vikings em lsd e muito mais diabólica do que a maior parte da música que se faz hoje em dia com o intuito de ser exactamente isso : diabólica.

Tive de ouvir a música duas vezes seguidas para ter a certeza do que estava mesmo a ouvir. Caledonia é uma música muito à frente do seu tempo e termina com o som de grilos e um berimbau de boca, como se tivessemos acabado de assistir a uma festa marada qualquer pagã no meio da floresta mas lá está…com vikings em LSD. Fiquei intrigada por ouvir o resto mas infelizmente a segunda, chamemos-lhe…”peça”, nada mais foi que o som de um objecto qualquer a raspar uma superfície porosa e que dá ritmo aos berros agonizantes (que dão um efeito meio...hm...cómico).

A terceira música continua na mesma onda, apenas com vozes e uma percurssão que parece ser feita em latas e remete outra vez para uma festa qualquer marada na floresta com uns contornos mais místicos, visto que incluíram um cântico de fundo que parece ser indicativo de alguma espécie de ritual :|

“Crow of the back tree” remete-nos outra vez para a tal festa na floresta- bastante mais agradável do que a colagem de sons das faixas anteriores. Os acordes são repetitivos e acompanhados por um coro de vikings em lsd. Não descurto e dou por mim a dizer o que me parece que eles dizem “freedom”- o resto não percebo mas invento. As guitarras acabam por se cansar, mas o coro continua e parece um final de festa onde já toda a gente está drunk as fuck e já não há alcool mas as pessoas continuam a festejar na mesma e surpreendemente conseguem fazer uma harmonia em conjunto qual coro de igreja. Nice one.

Toth, scribe, I- é uma faixa com um instrumento de cordas que ecoa em segundo plano e em primeiro ouve-se um manto que parece feito por sons de tempestade mas ligadas a um amplificador com distorção. É kinda cool, admito. Parece a banda sonora de um pesadelo.

O termo “mindfuck” aplica-se na perfeição a este disco. É uma trip e como qualquer trip tem os momentos bons e os maus. Vale a pena ouvir, quanto mais não seja pela altura em que foi editado e pela música de abertura que é mesmo muito, muito boa. “Homessa! O que é que acabei de ouvir?”- pode ser a frase com que ficamos na cabeça ou que dizemos alto depois do disco acabar. O que não é necessariamente mau…acho eu.

sábado, abril 23, 2011

VIOLENT SOHO - VIOLENT SOHO (2010)














Grunge em 2010? É de desconfiar… mas este disco prova que ainda é possível tocar com parte do espirito que definiu o rock mais alternativo dos anos 90. As influências são mais do que óbvias e lembramo-nos imediatamente de Nirvana, Silverchair e um pouco de Smashing Pumpkins dos primeiros discos.

Estava na altura de reinventar os anos 90 depois da febre de revivalismo dos anos 80. É um disco descontraído e agradável com um leque de temas simples e directos e que nos transportam para outra década.

É uma boa experiência para quem tem saudades da música feita nos anos 90 e gosta de riffs catchy e intensos ao jeito de uns Nirvana.

Destaque para “Love is a Heavy word” , “Here be dragons” ,“Bombs over broadway” e “Narrow Ways”.


sexta-feira, abril 22, 2011

BRENDA KAHN - EPIPHANY IN BROOKLYIN (1992)










Brenda Kahn é uma songwriter que infelizmente nunca recebeu o crédito que merece. Este seu disco de estreia foi lançado numa altura em que o chamado “anti-folk” estava no seu auge e acabou por ser apenas um disco entre muitos, mas injustamente, porque está recheado de 12 excelentes canções. Não há nenhuma que destoe ou que se sinta que é “para encher”. Confessional mas extremamente cativante, é nesta onda que o disco se vai desenrolando com letras que nos surpreendem pela sua sinceridade, como se estivessemos a ler o diário de um estranho que à medida que as páginas se seguem, acaba por se tornar um amigo.

Este disco é um diário. As narrações apaixonadas de uma songwriter que merece muito mais reconhecimento.

“I don’t sleep I drink coffee instead” – é a música que abre o disco e provavelmente a mais conhecida e tem uma das letras mais bittersweet do album…é também quase impossível não esquecer o seu título e que serve também de refrão. É também um mote de vida.

Destaque para “She’s in love”, “My lover” e “Lost”.

quinta-feira, abril 21, 2011

se Fever Ray fosse o Flickan e vice-versa

Vi um trailer há uns tempos que logo de imediato me fez remeter para um universo musicalmente preenchido por imagens e vice-versa. Na sequência desta experiência, um dia destes deitada na cama, olhei o tecto do quarto e ocorreu-me: "escrever rubricas ou uma espécie de rubricas em que associo bandas a filmes e o contrário. Poderá até ser interessante partilhar isto com alguém, quem sabe..." Então hoje, decidi pôr em prática esta ideia. Enquanto fizer sentido, porque não prolongar-me nesta tal coisa que até considero compromissada? Também não me vou fundamentar em factos ou coisas reais. Se calhar, uma vez espeto ficção pelo meio, sem levar muito a sério a minha lógica.  

Particularmente, acho incrível uma das quantas linguagens que existem vindas da Escandinávia. Não sei se a Noruega se pode confundir com a Suécia e a Suécia com a Dinamarca, mas, muitas das vezes em que tenho contacto com as expressões vindas desse tal sítio, fico de alguma forma fundida por esses sentimentos.  
Já aqui publiquei umas quantas vezes uma banda que, basicamente, me fez e faz ficar doente pela mesma. Estou fisica, emocional e espiritualmente contagiada. Não acredito que algum dia este e para já único álbum se desvaneça entre os meus preferidos. Assim surge a esfera Fever Ray e automaticamente Karin aliada ao filme Flickan, traduzido "A Rapariga". Este filme podia ser a banda Fever Ray se em vez de ser um filme fosse uma banda.





Sucintamente o filme conta a história de uma rapariga de dez anos que prefere ficar em casa em vez de ir para África com os seus pais.
Pormenores da história:
1- Quer ir para África mas é muito nova para viajar com os pais.
2 - Os pais e o irmão vão sem ela.
3 - Uma tia fica a cuidar dela mas por ser emocional e irresponsavelmente desequilibrada a criança de 10 anos engendra uma carta, como se fosse a própria tia a escrevê-la, na qual diz ao grande amor que quer ir navegar no mar com ele. A tia vai sem nunca dizer aos pais da rapariga e pede-lhe para guardar segredo.
4 - Nunca se sabe o nome da cara pálida ao longo do filme. É como conhecer alguém num dia aleatório e partilharmos vivências de dias muito importantes com essa mesma pessoa sem nunca sabermos o nome dela.
5 - Quando está sozinha em casa a saudade começa a pesar. Para se sentir mais perto da família pega em objectos que a fazem lembrar de África.
6 - Tem medo de nadar.
7 - Gosta de um rapaz que as amigas desprezam e tornam-se melhores amigos.






Pormenores de Fever Ray:
1 - A Karin tem um irmão, são os membros de Fever Ray e The Knife, e, apesar da rapariga do filme ter também um irmão, o seu amigo Ola começa a desenvolver uma relação tão forte com ela que nos leva a entender que existe sincronismo entre esses dois personagens. Existe essa mesma união com Fever Ray.
2 - Tanto com Fever Ray como com The Knife percebemos uma linguagem quase efeito espelho que mistura o tribalismo nórdico com o africano, exemplo mais directo em Triangle Walks; no filme a ruivinha fá-lo com atitudes: pinta a cara com terra, brinca com as penas de um melro.
3 - A rapariga do filme remete-nos para Karin em criança e o seu amigo Ola para o seu irmão (Olof Dreijer).
4 - A voz de Karin é pueril. Dá a ideia de que ao longo do álbum invoca a sua infância. Destaque para a música Seven.
5 - O videoclip da música When I grow Up, depois de vermos o filme Flickan, aproxima as duas protagonistas como se fosse uma extensão da menina para a idade adulta. Não só por causa da sua aparência mas também porque elas não mergulham, ficam presas ao momento e "transformam-se" como se tivessem que encarnar alguma coisa para a sentirem directamente como se fosse um guru a "baixar o santo".
6 - Existe originalidade nas duas personagens. Não se deixam misturar com personalidades que podem ser consideradas fúteis.
7 - Fever Ray envolve-nos e encaminha-nos para uma experiência solitária e isso acontece também no filme.








Podia estar a falar de ângulos de filmagem e de estéticas, mas não é isso que interessa para aqui.



CERBERUS SHOAL - THE LAND WE ALL BELIEVED IN (2005)


A capa do disco é intrigante. A música também o é. É um daqueles casos em que a artwork não engana e nos promete algo diferente. Para descrever o som desta banda teria de se inventar novos géneros...a única coisa com que se pode contar é com uma grande viagem. Psicadelismo no seu melhor. É um daqueles casos em que o hype é mais que compreensível. Destaque para o épico "Wyrm" e o encantador "Junior". 
Para ouvir com calma e seguir viagem.

quarta-feira, abril 20, 2011

Iamamiwhoami

Há uns tempos vi uns vídeos que andavam aí a circular da senhora Jonna Lee sob o projecto Iamamiwhoami. Ontem deu-me a panca para ver uns videoclips e encontrei mais uns desse mesmo projecto. Sinceramente acho-os genuinamente geniais. 

Este não é um videoclip mas quase que pode ser encarado como tal.



Um dos meus preferidos.


SAME SEX DICTATOR - FROM BENEATH YOU IT DEVOURS (2011)


Disco de estreia deste duo de Seattle. O som é distinto e estranhamente viciante.

O primeiro tema destaca-se primeiramente pelo seu nome "tl;dr" que dá a entender que a banda também deve gostar do imaginário bastante vasto e interessante de internet humour. :D score

As vocalizações variam entre limpas e berradas típicas de um post-hardcore mas os temas afastam-se bastante desse género.

É cativante mas de certa forma ficamos sempre à espera de mais, no entanto, resta a curiosidade para saber o que a banda pretende fazer a seguir a este disco. Destaque para "Turning State's Evidence" e "Get out of my dreams and into my trunk".


Insanity Wolf Approves.

terça-feira, abril 19, 2011

Recomendações do acordes de quinta daqui a pouco em directo no indiefrente

A emissão começa por volta das 22h30.

Emissão online:
indiefrente.net/indiefrente/emissao.html

quarta-feira, abril 13, 2011

The influencers começa amanhã

Cada vez mais faz sentido (chamemos-lhe) o "sentimento activista" que o grupo guerrilha Influencers tem explorado ao longo destes anos. Nalgumas partes do mundo as tecnologias imperam e muitas vezes são utilizadas para assassinar mentes voláteis. Este ano os Influencers apresentam o site renovado e uma programação que junta mais um conjunto de nomes guerrilheiros num evento que aglomera 3 dias intensivos. Infelizmente não vou poder lá estar mas para quem lá estiver é divertir. 


Mais info:

Ween

Sentiria um grande vazio sem Ween. Só me apetece cantar: "and the Argus is practiced compassion with an eye on you, as one is on me will the God eye grant his forgiveness letting droplets of light erupt from the sea..."

sábado, abril 02, 2011

TRAP THEM - DARKER HANDCRAFT (2011)


Frenético e um pouco insano. É o terceiro disco de originais da banda nativa de Salem- USA. As influências de Converge são mais do que óbvias, mas...é um bom sinal.
Trinta minutos de agressividade sincera e demolidora.


Intense.