segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Rope


Formados em 2003, com uma demo gravada e preparando a próxima gravação, os Rope não desiludiram quem apareceu no b flat para os ver. Procurar um rótulo que os defina é tarefa que se revela perda de tempo. Chamemo-lhe rock. Apesar da curta existência, revelaram-se uma banda que não estranha o palco. Divertiram quem lá foi e não saíram sem aceder aos que chamaram para tocarem mais uma. A gravação está para breve, entretanto espreitem a página do myspace: www.myspace.com/r0pe.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Budhi: o som que vem da alma


Uma garagem do tamanho de uma gande sala de ensaios, foi para onde me levaram quando tinha 16 anos para ir ver um concerto de uma banda que se intitulava Budhi... Budhi? Sim Budhi...uma banda de 4 rapazes que reuniam já um aglomerado de amigos que mais tarde se tornaram seus fãs orgulhosos. Guitarras com distorção forte, uma bateria machucada por pulsos fortes, eram os elementos que faziam o chamado crossover, que não foi por muito tempo continuado. O bom claro! Passaram-se 7 anos e fiquei contente ao saber que estes rapazes, agora eram homens que sabem o que devem e o que têm de tocar, são homens que ainda brincam com os seus intrumentos preferidos. Sim, são os Budhi, mais consistentes que nunca, ainda esperando lançar o seu albúm há tanto tempo prometido e que os seus fãs esperam ansiosamente. Esta é uma das bandas que Portugal deve apostar sem temor algum.
Os Budhi são a prova de que ainda se faz música em Portugal.

sábado, fevereiro 11, 2006

frequency



O lugar de um músico é no palco, cara a cara com o público. Tocar para quem, para quantos? Não importa. É esta a máxima dos frequency.
A simpatia dos músicos estende-se para o palco e contagiam o público. Conseguem criar um instrumental cativante que se completa com a boa voz que o acompanha. O concerto foi bom, mas pedia mais público.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Quetzal's Feather - 2 de Fevereiro - b flat


Na altura em que acabam de lançar o seu segundo EP, os Quetzal's Feather aceitaram o convite do acordes de quinta e vieram até ao b flat.
O público, composto maioritariamente por quem já conhecia a banda e por alguns curiosos, criaram o ambiente propício para receber os músicos.
Subiram ao palco, pintados a rigor, por uma causa, a música, uma tribo de paz.
Os Quetzal's Feather têm uma imagem forte em palco, que seria a principal atracção se a sua música não estivesse ao mesmo nível. Têm uma secção rítmica muito forte, destacando-se o determinante recurso à percussão. As guitarras alternando entre a melodia e ritmos mais rock, dão espaço à voz feminina.
O público gostou, alguém pediu mais, a banda voltou, pelo público, por aqueles que os foram ver.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

O homem que se deita no piano


Chegam aos poucos mas enchem quase a sala para ver os tão esperados Reckless.
Entram os três elementos, vestidos a rigor para um espectáculo que acabou por proporcionar uma viagem aos saudosos anos 90.
O vocalista, se apresenta com uma “cartola” e engravato, fazendo lembrar um Daniel Johns português, os seus agudos são tão sinceros como os graves, a sua voz é o condimento essencial para uma música que não traz nada de novo mas que nunca é enfadonha de se ouvir - queremos bons músicos que mesmo de pouco inovadores sabem como seduzir uma plateia. O piano é um escape para o músico esconder a sua timidez enganadora.
A baixista, essa sim, é uma menina que sabe acompanhar sem ter que olhar para o braço. O seu cabelo voa no sentido das notas que esvoaça.
O baterista bate na tarola marcando o ritmo de um forte baixo, são os três que não precisam de mais ninguém para libertar as composições que têm ensaiado ao longo das pausas da escola. São os Reckless que sabem o que fazem quando entram em cena.