O homem que se deita no piano

Chegam aos poucos mas enchem quase a sala para ver os tão esperados Reckless.
Entram os três elementos, vestidos a rigor para um espectáculo que acabou por proporcionar uma viagem aos saudosos anos 90.
O vocalista, se apresenta com uma “cartola” e engravato, fazendo lembrar um Daniel Johns português, os seus agudos são tão sinceros como os graves, a sua voz é o condimento essencial para uma música que não traz nada de novo mas que nunca é enfadonha de se ouvir - queremos bons músicos que mesmo de pouco inovadores sabem como seduzir uma plateia. O piano é um escape para o músico esconder a sua timidez enganadora.
A baixista, essa sim, é uma menina que sabe acompanhar sem ter que olhar para o braço. O seu cabelo voa no sentido das notas que esvoaça.
O baterista bate na tarola marcando o ritmo de um forte baixo, são os três que não precisam de mais ninguém para libertar as composições que têm ensaiado ao longo das pausas da escola. São os Reckless que sabem o que fazem quando entram em cena.



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