Prestes a celebrar 6 anos de existência, o blog dedicado à música, entrou numa fase de remodelação e relança-se com nova imagem e conteúdos. O Acordes assume-se de vez como um espaço destinado exclusivamente ao vídeo. Todos os conteúdos difundidos são originais e têm produção da Lula Gigante.
O primeiro vídeo é dos Napalm Death, no BRACARA extreme fest 2011. Nos próximos dias serão lançados mais uma série de vídeos do mesmo festival, com músicas completas e entrevistas.
Promotoras que convidam bandas para fazer a primeira parte de concertos e alegadamente não oferecem cachet, bandas que se sentem ofendidas e lavam a roupa suja em público, rebeldes sem causa que se sentem indignados por uma banda portuguesa supostamente estar a ser injustiçada e outras bandas (portuguesas) que são insultadas pelos mesmos rebeldes por aceitarem tocar, supostamente sendo já estas remuneradas. É a mais recente novela internautica que não durará mais do que uma semana (se tanto).
De acordo com um comunicado dos Evols no facebook a promotora de espectáculos Everything Is New (EiN) propôs que esta banda fizesse a primeira parte do concerto de Girls, na Casa da Música sem uma contrapartida financeira. Colaram dois mails trocados entre as duas partes, já a conversa ia a meio, e instalou-se a indignação.
O primeiro mail é uma contraproposta da banda, o que pressupõe a existência de uma proposta, que não foi publicada, na qual era pedido um “cachet mínimo de 300€, mais técnico de som: 50€, jantar para 5 pessoas (4 membros da banda + técnico)”. Portanto cerca de 400 euros no total. O segundo mail é a resposta de um funcionário da EiN, talvez com uma deficiência mental avançada, que, segundo a transcrição, fez questão de dizer que “com essa postura não vos adianta ter muita esperança em algum dia tocarem num evento ou espectáculo nosso (…) por isso é que as bandas nacionais não evoluem, falta de humildade e presunção não levam ninguém a lado nenhum neste meio”. Uma resposta nada presunçosa e cheia de humildade.
É compreensível que os Evols não tenham gostado muito da resposta da EiN. Sobretudo pelo tom usado. Agora, não pode chocar ninguém que uma empresa, repito, uma empresa que tem como objectivo principal o lucro, como é a EiN, entenda que o melhor negócio para eles é ter uma banda de abertura a custo zero. Descobriu-se de repente que há empresas que querem gastar menos e ganhar o mais possível.
Por outro lado parece estranho que os Evols tenham decidido abrir a janela do prédio para contar ao bairro inteiro que houve um senhor que se meteu com eles. Divulgar parte dos mails (pouco) profissionais, trocados entre as duas partes, numa rede social parece-me uma atitude pouco pensada e despropositada. Os Evols, sem querer, criaram um cavalo de batalha que ou seria resolvido entre as duas partes, recusando um trabalho não remunerado como fizeram, ou no tribunal de trabalho se entendessem que havia motivo para isso. Agora no Facebook não. Se os Evols não querem tocar nas condições que lhes foram apresentadas não tocam. Respondem no tom que entenderem como se deve fazer e aceitam concertos de promotoras à sua medida.
Já se sabe que estes fenómenos, na Tugalândia, transformam-se em causas para centenas de indignados por um dia que de repente se revoltam contra a mesma promotora que organizou o festival de Verão com o qual gastaram 100 euros para beberem uns copos enquanto tocavam umas bandas estrangeiras (todas elas pagas). E é esta a parte mais fascinante de toda a celeuma. De repente, os Evols que tinham cerca de 300 seguidores no Facebook angariam mais mil e o mural da página transforma-se num muro de lamentações e de ódio à EiN por não respeitar as bandas portuguesas. Tanta gente solidária com as bandas nacionais e contra esse monstro que é a EiN.
A dada altura existem duas causas: proteger as bandas nacionais e derrotar o monstro EiN. Não durou muito tempo para que uma das causas ficasse coxa. Mal é anunciada a nova banda de abertura uma delas cai por terra. Os Homem Mau são a banda de abertura para o concerto da Casa da Música. É o descalabro. Traidores. “É por causa de bandas como os Homem Mau que isto está como está”. “Uns que se sujeitam a tocar à borla”. Um escândalo! Há um dos indignados com o facto de a EiN não pagar aos Evols que diz que “baseado no seu estatuto (dos Homem Mau)”, de quem “nunca tinha ouvido falar” se devia pagar-lhes “zero euros”. Tanta coerência.
É óbvio que uma banda a quem uma grande empresa requisita um serviço tem que ser paga. Não sei se os Evols valem neste momento 400 euros, mas isso não justifica a forma como lhes responderam. Os Evols estiveram mal por terem exposto o caso desta forma. O problema não é terem exposto o caso, mas sim a plataforma usada. Se queriam lançar um alerta podiam tê-lo feito de outra forma. Assim não passarão muitos dias para o caso morrer. Os mesmos que comentaram e juraram fazer trinta por uma linha à EiN e se dedicaram a defender as bandas portuguesas no minuto seguinte estavam a “cair em cima” de uma outra banda portuguesa que apenas está a fazer o seu trabalho e, segundo dizem, a ser pagos por isso. Isso diz muito do valor que esta “denúncia” tem e dos frutos que serão colhidos com isso.
Himalayha, projecto de Hélder Costa (Oxygen), lançou o videoclip do tema Pelicano a Cores em Dias de Cinzento. O videoclip foi produzido e realizado pela Lula Gigante Produções.
O tema faz parte do EP Melancolia em Dia Menor, editado em Junho de 2010 pela Thisco, e está disponível na integra no myspace oficial do projecto do músico do Porto.
"i was dancing when i was twelve i was dancing when i was twelve i was dancing when i was ahhh... i was dancing when i was ahhh... i danced myself right out the womb i danced myself right out the womb is it strange to dance so soon i danced myself right out the womb i was dancing when i was eight i was dancing when i was eight is it strange to dance so late is it strange to dance so late i danced myself into the tomb i danced myself into the tomb is it strange to dance so soon i danced myself into the tomb is it wrong to understand the fear that dwells inside a man whats it like to be a loon i liken it to a balloon i danced myself right out the womb i danced myself right out the womb is it strange to dance so soon i danced myself into the tomb but then again once more i danced myself right out the womb i danced myself right out the womb is it strange to dance so soon i danced myself into the tomb i danced myself into the tomb i danced myself into the tomb"
Se pensam que esta sexta-feira é dia para ficar em casa estão muito bem enganados. O Jason Webley vai estar em Braga pelas 22h30 no Espaço Vila e a entrada é gratuita.
Julian Cope fez parte da banda The teardrop explodes e acabou por enveredar por uma carreira a solo bastante produtiva. Este é o seu quarto disco de originais. E parece que este se chama “Fried” por causa de um reparo que a esposa de Julian Cope lhe fez certo dia : “God, Julian, You’re fried”. Bem, uma sentença dessas nunca é de levar a mal, especialmente se for mote para criar um disco como este. Agradável como um dia solarengo mas com toques soturnos e melancólicos aqui e ali.
Tem muita identidade e não cessa de surpreender. É como uma fusão da sensibilidade e intimismo de Syd Barrett com um som mais típico dos anos 80. Os temas são delicados, misteriosos e com uma dose aceitável de psicadelismo.
Os Disaffected nasceram em 1991 na grande Lisboa e infelizmente acabaram em 1995 mas foi tempo suficiente para registar "Vast"- um disco muito complexo mas cuja tecnicidade não torna maçador nem desprovido de alma. "Vast" tem bastante sentimento e garra, mostrando que há ainda muito terreno por desbravar no metal progressivo. O disco contém uma cover muito intrigante da "Seasons in the abyss" dos Slayer que a banda recria completamente com um toque muito seu (teclados!). As músicas têm passagens instrumentais bastante melódicas, o que deve agradar a fãs de metal mais sinfónico. No entanto, há um equilíbrio bastante interessante entre momentos agressivos e delicados.
Metal progressivo nacional de excelente qualidade.
O verão chegou. Um verão pouco característico. Já choveu, esteve frio e bastante vento mas hoje o sol brilha e se não mudar, pode dizer-se que vamos ter um típico dia de verão. E a banda sonora para um dia destes pode ser o terceiro discos de originais da banda texana - Tripping Daisy - especialistas em melodias "felizes" com um saudável toque de psicadelismo.
Nas quinze músicas há umas que se destacam mais que outras mas nenhuma que seja considerada inferior e o nível de qualidade é mantido ao longo do disco, assim como a boa disposição e as vibrações positivas.
É um disco de pop-rock psicadélico com alguma inspiração do rock típico dos anos 90. A qualidade é incontestável e deve agradar a fãs de Flaming Lips e bandas de rock alternativo com uma génese mais psicadélica.
Para lá de surpreendente e pouco ortodoxo, é uma maneira de classificar e descrever este disco. O terceiro de originais de Alchemist, uma banda australiana que toca…uma mistura de vários estilos e influências muito distintas. A estrutura das músicas é muito inventiva e não segue numa fórmula pré-definida…pode dizer-se até que os Alchemist criaram as suas próprias fórmulas fazendo justiça ao seu nome. A execução técnica é soberba mas deixa o merecido espaço para a criatividade porque todas as músicas “respiram” e fazem valer a sua presença.
O disco abre com o épico “Chinese Whispers” com uma brilhante parte instrumental e que lança a toada para o resto do disco. Complexo mas enérgico q.b. Não há nenhuma música neste disco que desiluda ou que se sinta apenas “para encher”.
A banda pisca muitas vezes o olho ao death-metal especialmente nalgumas estruturas ritmicas e vocalizações, havendo uma harmonia interessante entre vozes mais limpas e ríspidas, guturais e melodiosas. Nota-se uma grande influência de música étnica, especialmente médio oriente e também bastantes ritmos tribais que conferem à banda uma aura ainda mais exótica e que as distingue da panóplia de bandas “pesadas” com matriz mais vanguardista.
Ideal para quem procura algo de diferente e original no espectro da música pesada de vanguarda.
Soliman Gamil nasceu em 1924 no Cairo e foi um musicólogo e compositor egípcio profícuo que trabalhou bastante em rádio e televisão, especialmente em programas sobre a civilização do antigo Egipto.
A atmosfera etérea e misteriosa que Soliman consegue recriar nas suas composições evocam uma outra era com os seus costumes e mistíca própria. O antigo Egipto é uma civilização que sempre causou e que causa muita curiosidade e interesse pelos seus costumes muito próprios e pelos mistérios que encerra. Ao ouvir este disco de Soliman Gamil sentimo-nos bastante próximos dessa civilização e deixamos de a achar tão críptica.
Recomendado para quem gosta de world music e todos os que se interessam e procuram música de outros tempos…
Uma fusão interessante e enérgica de black e death com alguns toques de progressivo. A execução técnica é excepcional e consegue perceber—se distintamente cada um dos instrumentos– tem uma produção de louvar.
Cada um dos seis temas tem a sua identidade própria, mas há que destacar os riffs que se iniciam ao minuto 5 do tema “Discovery”.
É daqueles discos que se torna muito melhor à segunda e terceira audição.
De destacar : “Discovery”, Encounter the Monolith” e “Death and transfiguration”.
Ideal para fãs de Emperor, Enslaved, Opeth e para aqueles que gostam de música extrema e complexa.
O que seriam das memórias se não fossem registadas? O nosso grande fotógrafo André Henriques oferece-nos mais uma bela prenda, as recordações do concerto de Secret Chiefs 3 em Braga. Daqui a menos de um mês temos outra vez, quanto a mim, uma das melhores bandas do UNIVERSO no Milhões de Festa.
Façam o favor de visitar o espaço de André Henriques: ah!PHOTO.
Pessoas como o José Ferreira só merecem vénias e mais vénias pelo excelente trabalho que tem realizado. Mais umas fotografias da sua autoria, desta vez dos concertos de Black Bombaim e Kyuss no Hard-Club, dia 22 de Junho.
Fleetwood Mac são uma banda americana/britânica conhecida por muitas pessoas pelos seus hits “Don’t stop”; “Go your own Way” e “Never going back”. Aquelas músicas que já ouvimos em filmes ou por aí e que gostamos muito mas nunca nos conseguimos lembrar do nome da banda…e isso até parece pouco importante porque são músicas que sempre nos acompanharam. Essas músicas são dos Fleetwood Mac.
RUMOURS (1977)
“Rumours” está repleto de hits de bom gosto. Músicas sinceras e bem executadas e cujos refrões ecoam na nossa cabeça durante o dia.
MIRAGE (1982)
Este disco prova que a música pop teve momentos em que não era medíocre nem pensada apenas para lucro imediato.Essencial para quem gosta de música com construção pop perfeita e lírica sublime.
Os Fleetwood Mac mudaram muito a sua estrutura ao longo dos anos mas foram quase sempre dois senhores e duas senhoras…como os Abba…mas com talento.
Essencial e a discografia deles é imensa. Nice trip.
Human Flesh é um projecto belga fundado em 1981 por um músico chamado Allain Neffe. Estive a ler um pouco sobre este projecto e percebi que é fruto da colaboração de vários músicos que costumavam improvisar juntos até que decidiram gerar este The 35th Human Attempt editado pela primeira vez em 1985. A música aqui é uma espécie de ambiental com sintetizadores de mood bastante sinistro, spoken word, samples manipulados e batidas que fazem lembrar um filme de terror de série B dos… anos 80!
“Human being are nothing. Illness and madness are everywhere” diz-nos a voz de uma senhora num sample que é repetido várias vezes ao longo de um dos temas espalhando ainda mais desconforto, mas nas situações desconfortáveis há também um certo prazer e curiosidade. O sample de voz em “Five minutes before death” que tanto pode ser o de uma criança como o de uma jovem mulher é acompanhado por o som do que parece ser um saxofone que se vai evaporando lentamente… e é desconfortável e belo ao mesmo tempo.
Há um ruído de nível baixo mas constante que ecoa ao longo de todo o disco, oferecendo-lhe uma aura ainda mais enigmática.
Ouvir este disco é como passar de paisagem em paisagem e cada uma mais estranha que a outra mas não questionamos apenas sentimos ao passar por elas como nos sonhos. Banda sonora de sonhos esquisitos que nos fazem acordar cansados. Requer paciência e uma determinada abertura de espírito mas no final, a recompensa é bastante grande. Este disco é um tesouro à espera de ser descoberto para quem não se importa de experienciar algum desconforto para sentir a beleza do experimentalismo puro e sincero. Recomendado para pessoas que gostam de som soturno e experimentalismo inventivo mas amigável para o ouvinte na medida em que o absorve completamente.
Esta noite é o eclipse...espero que seja visível por todos nós. Este disco é a banda sonora perfeita.
Ideal para fãs de Recoil... Nicole Blackman...e electrónica e ambiental com contornos negros e meditativos.
Não resisti...Eclipse que é eclipse precisa de Recoil.