sexta-feira, novembro 17, 2006

HC

Dentro do meu imaginário há momentos que por uma razão ou outra ficaram guardados. Dias, locais, experiências, que identifico e recordo através de um cheiro ou uma cor, ou de uma sensação que me liga a esse resto que ficou.

Não há muito tempo, ou então o tempo passa sem que o pareça, lembro-me de sentir as pernas a tremer, por ansiar o concerto que ia ver mais logo. Iam tocar os Morbid Angel ao Hard Club.

Cumpri o ritual do costume, vesti-me a rigor, comi o que consegui (pois o formigueiro não deixava que passasse mais comida), e berrei com o meu irmão que não se despachava. Afinal, faltavam já “só” 2 horas para começar o concerto!

Fomos esperar os que connosco também iam, juntamos a tropa e lá marchamos até “aquele sítio”. Atravessamos a ponte, galgamos a marginal do outro lado do rio e paramos na mancha negra que aguardava que as portas se abrissem. Todos estavam lá para o mesmo, “naquele sítio” virado para o Porto e de costas para o mundo . . . dos outros.

As mãos já suavam e o coração batia um pouco mais aos trambolhões. Aquelas caras que só apareciam naqueles dias (noites) estavam lá todas, passavam e olhavam com uma expressão que não era de todo estranha.

A atmosfera era intensa e o propósito era quase de peregrinação.

As portas abriam-se, a passo de corrida aproximava-me do melhor sítio.

“Aquele sítio” era frio e cheirava a granito. As pessoas iam enchendo o espaço, o ar aquecia, os nervos aumentavam e entrava a primeira banda. Ainda me lembro, eram os Entwined, depois foram os Vader e para acabar aqueles que todos esperavam, os Morbid Angel.

Foram horas preenchidas por um ambiente de cumplicidade muda e de um espectáculo que ia para além do palco e se alastrava a toda sala. Aquela magnífica sala que se poderia chamar de casa para muitos e de muitas bandas.

Ficou-me na memória este e muitos concertos que eram vividos quase desde a hora de acordar até ao último acorde. Tantos e bons concertos que se fizeram num espaço que é indispensável no Porto e em Portugal. Como qualquer morte prematura, esta vai-se fazer sentir. Há sítios que marcam um estado de espírito e uma maneira de ser. Todas estas memórias estão ligadas a concertos que têm como cenário a mais carismática sala underground, que sempre fez o favor de nos fazer sentir noutro sitio bem longe do despertar da rotina dos tolos.

Hard Club vai ser a maior perda e um retrocesso para os que escolhem outra maneira de sentir, ver e ouvir música . . .

segunda-feira, novembro 06, 2006



Uma chuva miudinha esperava com os ouvintes que guardam em suas casas um dos mais secretos tesouros dentro do quarto (a discografia completa dos tool), as camionetas que os iam levar para o fantástico concerto de sempre.
Correu bem a viagem, depois de terem recordado mais uma vez alguns álbuns que fazem parte da existência desta banda.
Foi sem dúvida um momento para saborear.
A música no coração merece muito bem uma reclamação bem escrita e quem sabe, uma devolução moral ou material, do tempo de espera em mais de 10 filas para o concerto de que todos estavam à espera. Num pequeno papel A4 dizia "É proibido levar camEras e não se pode fazer crowd surfing.", são estas as preocupações da segurança dos nossos eventos- - não se poder levar uma garrafa de água com tampa, quando lá dentro vendem sem sequer tirá-las e não se poder levar camEras tendo mais de 3000 pessoas no pavilhão com telemóveis de última geração. Mais de metade do pavilhão perdeu com certeza os Mastodon, banda que deve ter tocado uns 30 minutos.
Ouvi, quando finalmente cheguei ao balcão 2, uma rapariga a chorar revoltada por ter perdido um dos concertos que mais aguardava. Música no coração vocês merecem uma lição!
Despiram o cenário dos Mastodon e cada vez mais os minutos avançavam e assobios ansiosos se ouviam, anunciando a chegada dos tão esperados.
A entrada dos tool foi tocante. Justin, Danny, e Adam preparam todo o circulo envolvente que ia arrepiar corpos que se ajuntavam naquela noite. Maynard entra e Stinkfist altera todo o nosso estado. Tool foi devastador, uma mão que saía do ecrã entrava no nosso estômago vazio e rodava com toda a força.
Tool é a banda do séc XXI que vai fazer ser ouvido por gerações e gerações. Nota-se que são 4 amigos escolhidos a dedo, se calhar sem palavras comunicam-se com aquilo que entendem ser música, com corpos que se arrastam e intensificam todo o deambular de keenan, com o ritmo marcado e conjugado com os dois que tocam cordas e uma bateria complexa, necessitada de tocar todos os compassos internos de uma cabeça com forma de partitura.
Não há tantas bandas assim. Luzes que lembram pirâmides e os floyd, ecrãs que denotam todo o esforço de uma dedicação completa, um palco que merece incansávelmente uma plateia viva e cheia.
Corta, esmaga, toca, sufoca, enchem-nos de lágrimas, obrigada tool.

domingo, novembro 05, 2006

EXCURSÃO LOTADA


Excursão para Tool e Mastodon esgotada!
As duas camionetas requisitadas vão para Lisboa com a lotação máxima.
Prepara-se já a excursão para os
Nine Inch Nails
, para os dias - 10, 11 e 12 de Fevereiro no Coliseu dos Recreios.

Para os mais interessados, reservem já!

sábado, novembro 04, 2006

primeira coisa a pensar - levar o bilhete!



E já amanhã que nos vamos encontrar para o tão esperado concerto dos tool e mastodon.
Gostavamos de pedir aqueles que já compraram o bilhete, para que nao se esqueçam do bilhete!
Até amanhã.