domingo, abril 24, 2011

CROMAGNON - ORGASM (1969)











A primeira música deste disco chama-se “Caledonia” é extremamente hipnótica e cativante, especialmente se nos apercebermos da altura em que foi composta – a música parece um tema de viking metal mas tocado por vikings em lsd e muito mais diabólica do que a maior parte da música que se faz hoje em dia com o intuito de ser exactamente isso : diabólica.

Tive de ouvir a música duas vezes seguidas para ter a certeza do que estava mesmo a ouvir. Caledonia é uma música muito à frente do seu tempo e termina com o som de grilos e um berimbau de boca, como se tivessemos acabado de assistir a uma festa marada qualquer pagã no meio da floresta mas lá está…com vikings em LSD. Fiquei intrigada por ouvir o resto mas infelizmente a segunda, chamemos-lhe…”peça”, nada mais foi que o som de um objecto qualquer a raspar uma superfície porosa e que dá ritmo aos berros agonizantes (que dão um efeito meio...hm...cómico).

A terceira música continua na mesma onda, apenas com vozes e uma percurssão que parece ser feita em latas e remete outra vez para uma festa qualquer marada na floresta com uns contornos mais místicos, visto que incluíram um cântico de fundo que parece ser indicativo de alguma espécie de ritual :|

“Crow of the back tree” remete-nos outra vez para a tal festa na floresta- bastante mais agradável do que a colagem de sons das faixas anteriores. Os acordes são repetitivos e acompanhados por um coro de vikings em lsd. Não descurto e dou por mim a dizer o que me parece que eles dizem “freedom”- o resto não percebo mas invento. As guitarras acabam por se cansar, mas o coro continua e parece um final de festa onde já toda a gente está drunk as fuck e já não há alcool mas as pessoas continuam a festejar na mesma e surpreendemente conseguem fazer uma harmonia em conjunto qual coro de igreja. Nice one.

Toth, scribe, I- é uma faixa com um instrumento de cordas que ecoa em segundo plano e em primeiro ouve-se um manto que parece feito por sons de tempestade mas ligadas a um amplificador com distorção. É kinda cool, admito. Parece a banda sonora de um pesadelo.

O termo “mindfuck” aplica-se na perfeição a este disco. É uma trip e como qualquer trip tem os momentos bons e os maus. Vale a pena ouvir, quanto mais não seja pela altura em que foi editado e pela música de abertura que é mesmo muito, muito boa. “Homessa! O que é que acabei de ouvir?”- pode ser a frase com que ficamos na cabeça ou que dizemos alto depois do disco acabar. O que não é necessariamente mau…acho eu.

2 comentários:

::Andre:: disse...

Não é mau, pelo contrário. Grande disco! Vais gostar de ler isto: http://amplificasom.blogspot.com/search?q=cromagnon

cz disse...

achei uma viagem :S n gostei de certas passagens
vou ler thanks