Mulher Spielberg, onde andas?
É tão consensual quanto factual que as mulheres ficam em desvantagem em comparação com os homens quando nos damos ao trabalho de nomear realizadores. Onde é que elas estão afinal? Mas por que raio são poucas as mulheres a realizar filmes?
Não sei se já pensaram sobre o assunto. Quase de certeza que sim. Não vou aprofundar muito este tema porque todo ele poderia despoletar uma investigação académica e não me desafio a isso. No entanto, será que esta questão está relacionada com as mulheres serem pouco inventivas? Pelo menos é o que a história nos parece dizer. E será que o são?
Não sei se já pensaram sobre o assunto. Quase de certeza que sim. Não vou aprofundar muito este tema porque todo ele poderia despoletar uma investigação académica e não me desafio a isso. No entanto, será que esta questão está relacionada com as mulheres serem pouco inventivas? Pelo menos é o que a história nos parece dizer. E será que o são?
Quando falamos em descobertas vêm à baila nomes como Thomas Edison, irmãos Lumière, Méliès, entre muitos outros mas... e mulheres? Onde andavam elas? Por exemplo a mulher de Einstein foi relevante para o percurso do cientista, a mulher de Stephen King é a sua primeira crítica e Saramago confiou a sua obra a Pilar del Rio. Mas, como demonstram estes exemplos, vivem muitas vezes na sombra. Claro que existem justificações históricas que poderão explicar os preconceitos que, fruto da mentalidade de várias épocas e das suas leis vigentes, acabaram por gerar opressão. Consequentemente, podemos afirmar que as mulheres sentiam vergonha para desempenharem certo tipo de profissões, chamemos-lhe assim. Talvez fosse desaforo assumir certo papel, podendo mesmo acabar em encarceramento. A história revela ainda que algumas mulheres corajosas que não podiam ser actrizes, no tempo de Shakespeare, disfarçaram-se de homens para poderem representar.
Começaram por aparecer nas grandes telas, agora frequentemente ficam responsáveis pela parte da produção ou tratam da montagem. Leni Riefenstahl, referindo-me apenas ao seu trabalho e não à sua conotação política condenável, foi das primeiras cineastas a sobressaírem, quando escavamos a história do cinema. Realizou o documentário propagandista "Triumph des Willens" - "O Triunfo da Vontade", encomendado pelo III Reich. Isto leva-nos a questionar como foi possível um homem, que liderava uma Alemanha ansiosa por imperar e conquistar territórios pela força de homens, pedir a uma mulher para realizar um documentário? Sob o ponto de vista contemporâneo Tarantino, por exemplo, escolhe Sally Menk para montar os seus filmes e transforma-a numa Uma Thurman da montagem. Menk editou "Pulp Fiction," "Inglourious Basterds", "Jackie Brown", "Death Proof" e "4 Quartos", juntamente com Margaret Goodspeed, Elena Maganini e Robert Rodriguez. O realizador extrovertido afirmou que as mulheres têm uma sensibilidade mais apurada que os homens para os pormenores da montagem. A verdade é que as mulheres estão cada vez mais destemidas. Vão ocupando, aos soluços, os grandes estúdios. Chantal Akerman, Mira Nair, Teresa Villaverde, Marjane Satrapi, Sofia Coppola, Julie Bertuccelli, Andrea Arnold, Solveig Nordlung e por aí adiante. Parece que o cenário está a mudar lentamente, mas está. O caminho parece ser difícil até porque se metem mais no formato documental e cinema de autor do que no chamado cinema comercial. Onde estará a mulher Spielberg? Também é necessária!



5 comentários:
O teu post responde à própria pergunta e sinceramente acredito que quando a tua neta tiver um blog ela não terá razões para repetir este post.
A mulher Spielberg não sei mas mulheres talhantes há muitas por esta zona|
André espero bem que sim :) Sophia preciso de mulheres talhantes para uma curta.
André espero bem que sim :) Sophia preciso de mulheres talhantes para uma curta.
André espero bem que sim :) Sophia preciso de mulheres talhantes para uma curta.
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