quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Quetzal's Feather - 2 de Fevereiro - b flat


Na altura em que acabam de lançar o seu segundo EP, os Quetzal's Feather aceitaram o convite do acordes de quinta e vieram até ao b flat.
O público, composto maioritariamente por quem já conhecia a banda e por alguns curiosos, criaram o ambiente propício para receber os músicos.
Subiram ao palco, pintados a rigor, por uma causa, a música, uma tribo de paz.
Os Quetzal's Feather têm uma imagem forte em palco, que seria a principal atracção se a sua música não estivesse ao mesmo nível. Têm uma secção rítmica muito forte, destacando-se o determinante recurso à percussão. As guitarras alternando entre a melodia e ritmos mais rock, dão espaço à voz feminina.
O público gostou, alguém pediu mais, a banda voltou, pelo público, por aqueles que os foram ver.

1 comentário:

Anónimo disse...

No passado dia 2 de Fevereiro, quando fui ao concerto de Quetzal´s Feather no B Flat, logo pensei que não ia ser apenas mais um concerto a que ia assistir mas muito mais do que isso.
Toda aquela envolvente da banda e o som cativante que faz transparecer, faz relembrar os velhos tempos em que se ia ver concertos a sítios de outrora, em que o tal ambiente “rockeiro” se fazia sentir e que contrastava plenamente com a passividade de mesas e cadeiras repletas de pessoal de perder a vista no B Flat.
As novas músicas são o resultado de um trabalho de casa notável que mesmo os mais desatentos (será que os havia?) conseguiam reparar.
Uma playlist bem configurada com a tal sonoridade que apelava a um abanar da cabeça, ainda que de forma algo tímida, por parte do público. Sons de uma guitarra que são tão bem elaborados que apetece ficar a noite toda a ouvir... a distorção bem definida e um baixo bem audível e ao mesmo tempo discreto, que juntamente com os restantes elementos indicam mais poder, maior atitude e personalidade (Veja-se o exemplo de “Twisted Happiness”). Novos temas que primam pelo rigor e vigorisidade que nos tentam transmitir e conseguem.
A voz em que a mensagem é emitida, entra como se fosse algo que não querremos parar de receber e que atinge o auge quando a ouvimos de facto, tal como acontece no sempre momento alto “Your Smile”….Uma voz segura, penetrante, cristalina, com maturidade, colmatada com a presença tão bem personalizada e e expressiva da vocalista, que olha para o público com o desejo de o fundir com a banda. Após saída temporária (já com o apelo de alguém da organização para o pessoal se levantar), surgem com o renascer das cinzas e dou por mim a vocalizar efusivamente Mass Murders. Sempre de realçar a excelente performance de bateria e percursão, que já nos vem tão bem habituando a esse tipo de especatculo no fim de cada actuação.
Por tudo isto, leva-me a perguntar para quando o próximo? Não vai ser de certeza apenas mais um…Muita sorte Quetzal´s Feather! Vocês merecem vingar neste país em que parece que tudo é …”No Way Out”..