quarta-feira, junho 16, 2010

Review: Slamo e Catacombe no Plano B (fotos)

Os Slamo regressaram este último sábado aos palcos para apresentarem alguns dos temas do álbum que está a ser preparado e para revisitarem as músicas mais emblemáticas de “Room without a view” de 2000. Apesar da actuação sóbria e competente ficou claro que o fosso temporal entre a primeira aparição da banda, liderada por Tóbel, e o recente regresso pode ter contribuído para que alguns fãs que seguiam o trabalho do grupo se tenham perdido no tempo.

Passaram dez anos após o lançamento do primeiro trabalho e cerca de oito depois da última apresentação ao vivo. Agora com novo material gravado a banda completamente renovada, à excepção do vocalista Tóbel, único membro que sobra da formação antiga, parece estar empenhada em estreitar o gap que os separa da fase em que a versão “Message in a bottle”, dos Police, fazia parte das playlists de algumas rádios nacionais.

Ainda que tenham conservado o som que os identificava no passado, muito por “culpa” da assinatura de Tóbel, numa primeira audição os novos temas parecem transmitir a ideia de que os Slamo estão mais pesados e até mais rápidos, claro está, sem descurarem a melodia que os caracteriza. Os vocais parecem estar mais rasgados, chegando mesmo a roçar o gritado, o que acaba por equilibrar com o falsete por vezes um pouco saturante. A nova formação composta por Daniel Cardoso (baterista), Gonçalo Pires (baixo) e Paulo Basílio (guitarra) e Jay Jay (sintetizadores) provou estar em forma. Contudo, se a intenção for recuperar, pelo menos, a posição que o grupo tinha há oito anos alguns caminhos terão que ser batidos novamente.

A primeira parte foi entregue aos Catacombe que aproveitaram também para dar a conhecer alguns temas da primeiro longa duração, que segundo os mesmos já está gravada, faltando agora a masterização do renomado James Plotkin.

Depois de um EP de estreia, muito bem recebido, em que a melodia pós-rock cruzava com muitas das influências de Pedro Sobast, mentor e compositor de todas as músicas de “Memoirs”, os novos temas reflectem aquilo que desta vez é um esforço conjunto com os membros que entraram posteriormente - Eduardo Costa (guitarra), Cristiano Moreira (teclas/samples) Sérgio Soares (baixo) e Paulo Santos (bateria). A linha continua a mesma, mas há nitidamente mais sujidade nas guitarras que remetem para um universo mais sludge e, diria mesmo, mais doom.

Por norma os Catacombe presenteiam quem os vê com bons desempenhos. No entanto, no concerto do Plano B ficou a ideia de que algumas músicas pedem um trabalho de bateria mais viril e criativo, tendo em conta que o “ataque” de algumas linhas de guitarra das novas composições não é correspondido. 

Fotos gentilmente cedidas por André Henriques:

1 comentário:

::Andre:: disse...

Quem é essa cabeludo dos Catacombe? É novo guitarrista?