quinta-feira, dezembro 10, 2009

Lei da contradição Varg Vikernes

Sou quase forçada a escrever este texto porque parece-me que o Varg Vikernes precisa de marcar uma sessão com o Dr. Mierzwiak, conhecido por ter desenvolvido uma máquina que apaga a memória das pessoas, no filme "Despertar da Mente". Conforme o que li sobre o extensivo texto explicativo, Varg parece estar completamente alienado da realidade.


Ok, os anos que passou desvinculado da convivência social poderá ser motivo para explicar a sua alienação, mas estamos a falar de um homicida que teve, praticamente, tratamento VIP na prisão. Portanto, o tempo que lá passou não é traumatizante e nem se compara, nem de perto nem de longe, à prisão de Alcatraz. Afinal acho que em Alcatraz não havia 'net nem podiam andar de guitarra às costas e compor umas musiquinhas... Para juntar à minha dificuldade de interpretação séria deste texto, acrescento que Varg não cumpriu os anos de prisão por pensar que o mereceu, até porque tentou fugir da prisão, as imagens podem comprová-lo aqui e mesmo assim sendo, continua ainda hoje a bater no peito como dono da verdade, aproveitando todos os momentos para fazer de ignorantes e parvos todos os que não concordam com ele.

Apresento a lei da contradição Varg Vikernes, segundo o texto publicado no seu site oficial "A Burzum Story: Part XI - Birds of A Feather Flock Together"


"...When these apparent Burzum fans in the media report the news that Burzum will release another album, the reaction is kind of weird."

Tendo em conta o passado de Varg Vikernes e a sua conduta pós prisão e reacções que teima ter, não é de esperar uma reacção de estranheza?


"...I obviously live in a different world, where one can discuss ones perception of reality without any fear of harassment; a world of tolerance and respect, a world of intellectual debate and honesty. Some of You apparently don't, so when I speak I must be careful."

Aqui observamos Varg a falar sobre "tolerância, respeito, num mundo onde existe o debate intelectual e honestidade". Aqui valoriza o princípio ético e moral, cujo respeito e tolerância, na verdade, fazem parte destes conceitos; todavia deturpar o conceito de ética e moral para convir uma atitude pouco tolerante e provocadora, que leva ao gozo de todos os que desconfiam da sua sinceridade, é no mínimo arrogante e ridículo para os que lêem este texto e outros similares com que o Varg tem vindo a acostumar-nos. Leiam aqui os pormenores do assassinato de Øystein Aarseth (Euronymous) e a interpretação de tolerância que podemos retirar daí de certeza que não transmite numa só linha arrependimento.

"The next album is a description of a part of our culture that most of us have forgotten all about. I know this interest many of You, or at least many of the Burzum fans (as surely not all the readers of this are Burzum fans). Maybe You should wait and see for Yourselves, before You start "burning books", like some certain ignorant predecessors in history." Varg na declaração sobre o homicidio do Euronymous dizes: "Even my incompetent lawyer didn't bother talking about the church fires, as it was "not important" he claimed. "You don't get much for that anyhow" Afinal parece que queimar é contigo, já deves ser titular de um certificado de incêndios o que há mais a dizer?!? És a contradição.

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