Ermal: regresso agridoce
Opinião
O retorno do Festival da ilha do Ermal pode ter as mais variadas leituras. Por isso mesmo, se calhar até nem será boa ideia tentar escrever já, seja lá o que for, sobre este último fim-de-semana. De uma forma muito sucinta o melhor será passar à exposição dos factos.
A verdade é que este exercício fica desde logo preso ao que se passou de errado, até porque tudo o que envolve o perímetro do recinto influencia directamente, pelo menos para quem lá ficou três dias.
Um festival com a envergadura do Ermal, ou pelo menos da que já teve, ou a que se diz ter, tem que ser acompanhado por condições na mesma medida. Quando se juntam uns milhares de pessoas numa espécie de comunidade improvisada, o mínimo que se pode fazer é assegurar de que não têm que passar por uma recruta do género militar.
Esta noção de recruta militar acaba por se enquadrar que nem uma luva na logística do acampamento que não respondia às necessidades dos presentes e ao corpo de «gorilas» contratados a uma empresa que com toda a certeza é uma sociedade entre Chuck Norris e Steven Seagel. Há que quebrar a ideia de que alguém que goste de metal é um porco criminoso. Há muito boa gente que gosta de tomar um banho num sítio decente e que gosta de poder entrar numa casa de banho, já nem digo com cheirinho, mas lavada pelo menos.
A ideia do criminoso vem da necessidade da contratação por parte da organização de uma «tropa de elite» que à entrada do recinto fazia uma revista geral em busca de morteiros e de algum barão da droga que goste de abanar o capacete. Foi ridículo ver membros de bandas do palco secundário com credencial ao peito terem que passar pelo mesmo. Mais ridículo foi de depois de me terem visto até a carteira eu ter entrado com um canivete e com um abre latas que bem espetadinho era capaz de aleijar. Pormenores. Outro pormenor foi também, com esta brincadeira toda, não olharem sequer para as pulseiras. Deu para rir às gargalhadas quando um espanhol que andava a vender bolos de marijuana no acampamento (sim, porque a 15 metros de distância já era permitido) contou que tinha entrado no recinto com uma pulseira do festival Sonar. Não se admite ainda que quem caísse no fosso de separação levasse a porrada que levou!
Com esta trapalhada toda valeram os concertos de Obituary, Pestilence, Sepultura, Blind Guardian e Angra, razão principal para a viagem. Ainda E.A.K, Pitchblack e Deville no palco secundário, que não se percebe muito bem o porquê de existir. Se o que se quer é dar oportunidade às bandas portuguesas para se mostrarem e não para se apresentarem para vinte pessoas, então que se levem menos e que toquem no palco principal com as outras.
O retorno do Festival da ilha do Ermal pode ter as mais variadas leituras. Por isso mesmo, se calhar até nem será boa ideia tentar escrever já, seja lá o que for, sobre este último fim-de-semana. De uma forma muito sucinta o melhor será passar à exposição dos factos.
A verdade é que este exercício fica desde logo preso ao que se passou de errado, até porque tudo o que envolve o perímetro do recinto influencia directamente, pelo menos para quem lá ficou três dias.
Um festival com a envergadura do Ermal, ou pelo menos da que já teve, ou a que se diz ter, tem que ser acompanhado por condições na mesma medida. Quando se juntam uns milhares de pessoas numa espécie de comunidade improvisada, o mínimo que se pode fazer é assegurar de que não têm que passar por uma recruta do género militar.
Esta noção de recruta militar acaba por se enquadrar que nem uma luva na logística do acampamento que não respondia às necessidades dos presentes e ao corpo de «gorilas» contratados a uma empresa que com toda a certeza é uma sociedade entre Chuck Norris e Steven Seagel. Há que quebrar a ideia de que alguém que goste de metal é um porco criminoso. Há muito boa gente que gosta de tomar um banho num sítio decente e que gosta de poder entrar numa casa de banho, já nem digo com cheirinho, mas lavada pelo menos.
A ideia do criminoso vem da necessidade da contratação por parte da organização de uma «tropa de elite» que à entrada do recinto fazia uma revista geral em busca de morteiros e de algum barão da droga que goste de abanar o capacete. Foi ridículo ver membros de bandas do palco secundário com credencial ao peito terem que passar pelo mesmo. Mais ridículo foi de depois de me terem visto até a carteira eu ter entrado com um canivete e com um abre latas que bem espetadinho era capaz de aleijar. Pormenores. Outro pormenor foi também, com esta brincadeira toda, não olharem sequer para as pulseiras. Deu para rir às gargalhadas quando um espanhol que andava a vender bolos de marijuana no acampamento (sim, porque a 15 metros de distância já era permitido) contou que tinha entrado no recinto com uma pulseira do festival Sonar. Não se admite ainda que quem caísse no fosso de separação levasse a porrada que levou!
Com esta trapalhada toda valeram os concertos de Obituary, Pestilence, Sepultura, Blind Guardian e Angra, razão principal para a viagem. Ainda E.A.K, Pitchblack e Deville no palco secundário, que não se percebe muito bem o porquê de existir. Se o que se quer é dar oportunidade às bandas portuguesas para se mostrarem e não para se apresentarem para vinte pessoas, então que se levem menos e que toquem no palco principal com as outras.



3 comentários:
Contaram-me muita coisa má do "novo" ermal, e eu próprio acrescento. A minha odisseia começou ainda antes de estacionar o carro (só fui no domingo).
http://oetilista.blogspot.com/2009/08/ermerdal.html
Cumprimentos
Saudações , caro camarada de armas ,realmente passamos por uma bela recruta...aquilo parecia um autêntico campo de conçentração nazi , com direito a patrulha com cães dentro do acampamento e tudo ...à entrada passaram-me revista a pente fino mexeram-me nos tomates ,fizeram-me descalsar as botas , só faltou sabe se lá o quê ... no fim roubaram-me o canivete que eu tinha para petiscar na tenda , é preciso ter paciênçia ...algo se passa de muito grave neste país...existe uma ideia muito errada sobre os metaleiros ,os metaleiros tambem são gente honesta e civilisada que trabalha como as outras para poder gozar estes momentos ...não compreendo o porquê de toda esta repressão !
Nas zambujeiras é que anda a escumalhada a sério. Vá lá apertaram a coisa em todos os festivais. Mas como muitos deles nunca foram a um concerto ou festival e nunca passaram da banda pimba que vai à terra deles é natural que desenvolvam alguns preconceitos...
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